Por algum motivo aleatório e desconhecido, a torcida começou a gritar: "Ah, sou brasileirô; com muito orgulhô; com muito amôoooooôr!". Seria completamente normal em competições de vôlei, se não fosse o fato daquela ser a final entre o Rio e o Osasco, lá no Ibirapuera. Fiquei tentando imaginar quem seria mais brasileiro que quem nisso, mas sem muito sucesso. Só achei uma definição quando o Rio venceu e suas jogadoras, pelo mesmo motivo aleatório e desconhecido, começaram a gritar "Brasil!". Ai ficou fácil de entender que brasileiro é quem vence e quem torce. Weird...
...
Outra curiosidade dessa final é que ela passa todos os finais de semana na Globo. Hoje foi o Torneio Internacional, próxima semana será a Copa Brasil, depois deve ser alguma Liga Brasileira, até o último confronto lá pelo natal: a Quase Liga Internacional Brasil de Vôlei. Mas o amistoso Rio x Osasco para dia 30/12 já está confirmado. Não percam!
Words are not meant to stir the air only: they are capable of moving greater things.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Só pra não ficar calado
Hoje vi um armário largado em um canal. Agora entendo porque os canais transbordam vez por outra. Coisas de Brasil.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Falta do que fazer gera pobreza (intelectual) - 2ª Edição
Em uma tarde entregue a Final Fantasy 7 e a Cervantes, ainda me sobrou tempo para pensar: "ei, por que não ler algo cult?". Três frases foram o suficiente para desistir disso pelo resto de minha vida. Não entendo porque esses so-called cults reclamam tanto dos nerds. Chuva de enciclopédias britannicas neles!
Só para assustar, ai vai o pedaço que me fez desistir e o link pra quem quiser se arriscar:
"A desconstrução derridiana não pode ser explicada em poucas palavras. Apenas como introdução, lembremos que Derrida qualificou a cultura ocidental como "logocêntrica", isto é, baseada num racionalismo que pretende ser universal. O filósofo a "desconstrói" procedendo a uma leitura crítica dos textos de nossa cultura, em busca dos pressupostos metafísicos em que esta se assenta, revelando suas ambigüidades, contradições e não-ditos".
http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=3A4F02C2-6887-4DCB-BC36-894C6EFC6B44&nwsCode=AC95C27C-D227-4743-975F-9A828AE631D0
.....
A leitura de Dom Quixote e o choro do Garoto Singelo acabaram me levando a pesquisar um pouco mais sobre Tirant lo Blanc, um livro que é citado por Cervantes somente como: "the best book ever". Mas logo descobri que o livro tem umas 900 páginas e é formado por diálogos imensos. Isso esfriou um pouco minha busca, mas como o cara da resenha na livraria cultura já fez a porra do favor de contar toda a história, pensei que não faria mal assistir o filme, se houvesse. Só pra fazer pose mesmo.
Mas foi nessa busca que descobri algo assustador. Existe um filme sim de Tirant e é recente, 2006. Mas... olha a classificação da película no imdb: "Lesbian / Hero / Epic / Adultery / Topless / Teenager" e mais...
Um herói épico lésbico sem camisa e pegando a mulher jovem dos outros. Uma capa completamente sugestiva. E uma Istambul como cenário. Tudo para ser um sucesso entre os filmes de arte europeus (pornografia é arte por lá ou é o inverso?).
Quando eu ficar rico, dedicarei alguns meses a essa obra. A não ser que alguém faça um outro filme para o qual eu possa levar meus pais sem ficar constrangido.
Só para assustar, ai vai o pedaço que me fez desistir e o link pra quem quiser se arriscar:
"A desconstrução derridiana não pode ser explicada em poucas palavras. Apenas como introdução, lembremos que Derrida qualificou a cultura ocidental como "logocêntrica", isto é, baseada num racionalismo que pretende ser universal. O filósofo a "desconstrói" procedendo a uma leitura crítica dos textos de nossa cultura, em busca dos pressupostos metafísicos em que esta se assenta, revelando suas ambigüidades, contradições e não-ditos".
http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=3A4F02C2-6887-4DCB-BC36-894C6EFC6B44&nwsCode=AC95C27C-D227-4743-975F-9A828AE631D0
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A leitura de Dom Quixote e o choro do Garoto Singelo acabaram me levando a pesquisar um pouco mais sobre Tirant lo Blanc, um livro que é citado por Cervantes somente como: "the best book ever". Mas logo descobri que o livro tem umas 900 páginas e é formado por diálogos imensos. Isso esfriou um pouco minha busca, mas como o cara da resenha na livraria cultura já fez a porra do favor de contar toda a história, pensei que não faria mal assistir o filme, se houvesse. Só pra fazer pose mesmo.
Mas foi nessa busca que descobri algo assustador. Existe um filme sim de Tirant e é recente, 2006. Mas... olha a classificação da película no imdb: "Lesbian / Hero / Epic / Adultery / Topless / Teenager" e mais...
Um herói épico lésbico sem camisa e pegando a mulher jovem dos outros. Uma capa completamente sugestiva. E uma Istambul como cenário. Tudo para ser um sucesso entre os filmes de arte europeus (pornografia é arte por lá ou é o inverso?).
Quando eu ficar rico, dedicarei alguns meses a essa obra. A não ser que alguém faça um outro filme para o qual eu possa levar meus pais sem ficar constrangido.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Imbecilidades (porque às 5hrs da manhã, ninguém produz nada)
Acordei de manhã e fui direto ao espelho. Quando vi a minha imagem, disse: "Fiat Barba!'. Mas a barba não foi feita. Penso que eu deva revisar o meu latim um pouco para funcionar...
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Letras e Artes e estágios - Parte Final
Dessa vez não tive como fugir. Lá estava eu feliz e alegre quando o cruel destino me colocou diante do mesmo clube de terceira idade (mas esse tinha um outro nome, acho que era União Brasileira dos Escritores, mas não lembro). Dessa vez foi pior, pois o homenageado estava vivo e com isso ficamos na obrigação de entrevistá-lo. Seu nome era Olímpio Bônald (o que me levou a uma quase irresistível vontade de chamá-lo de Donald. Mesmo assim não consegui falar o nome dele corretamente, pois era impossível pronunciar da forma que ele pronunciava). Mas voltando, ele era professor, procurador, escritor, técnico, poeta, pintor, músico e mais algumas coisas. Isso nos levou a um momento impactante da entrevista que tentarei reproduzir (por favor, tirem as crianças e os indies da sala):
- Como o senhor se define? Um escritor? Um poeta?
- Meus amigos me chamam de poeta indefinido. Pois fiz trabalhos dentro de tantas áreas que é até difícil me definir em algo específico.
- Mas o senhor prefere qual definição?
- Gosto dessa.
Foi publicado como "professor", já que esse é o único de seus trabalhos que é remunerado. Isso me deixou curioso em porque essas pessoas gastam para publicar coisas com as quais ninguém se importa. Mas isso nem é um pensamento importante, pois as pessoas tem todo o direito de fazer isso afinal. Só não acho que esses trabalhos tão cheios de importância tenham todo esse destaque dentro desses clubes. Mas esse é mais um mistério da indecifrável raça humana. Mas chega desse tema, que já deu mais do que já tinha que dar. Enquanto isso eu sigo lendo o meu Cervantes, que me parece num nível beeem superior.
- Como o senhor se define? Um escritor? Um poeta?
- Meus amigos me chamam de poeta indefinido. Pois fiz trabalhos dentro de tantas áreas que é até difícil me definir em algo específico.
- Mas o senhor prefere qual definição?
- Gosto dessa.
Foi publicado como "professor", já que esse é o único de seus trabalhos que é remunerado. Isso me deixou curioso em porque essas pessoas gastam para publicar coisas com as quais ninguém se importa. Mas isso nem é um pensamento importante, pois as pessoas tem todo o direito de fazer isso afinal. Só não acho que esses trabalhos tão cheios de importância tenham todo esse destaque dentro desses clubes. Mas esse é mais um mistério da indecifrável raça humana. Mas chega desse tema, que já deu mais do que já tinha que dar. Enquanto isso eu sigo lendo o meu Cervantes, que me parece num nível beeem superior.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Letras e Artes e estágios
Em uma de minhas primeiras missões externas fora de nossa pequena sala de Tv fui apurar alguma coisa uma sexta ou segunda (agora não lembro bem) cultural da biblioteca. O evento contou com a leitura de cordéis, contos, crônicas e poesias de autores desconhecidos que jamais vão ficar famosos. Mas ainda lembro que o evento contava com um café da manhã que desapareceu nas bocas e nas bolsas das madamas presentes no local.
Com todos alimentados, finalmente pudemos seguir com a programação. Era a hora da homenagem a um grande poeta paraibano, que escreveu três livros e ficou conhecido como o Poeta das Gardênias, William Ferrer, que não tem (nem terá) verbete na wikipedia. Foi mais ou menos nessa hora que eu descobri que a grande virtude desse poeta, além de cantar as noites e as gardênias, foi dirigir a Academia de Letras e Arte do Nordeste. Descobri também que estavam presentes vários poetas e escritores dessa academia. Mas o que me deixou surpreso foi a existência dela.
Só contando com membros esquecidos e que comemoram a venda de 1.000 livros após uns 10 anos de publicação, a academia apenas serve de clube da terceira idade para quem escreveu um diário ou algum garrancho na parte de trás do caderno. Ainda bem que saí correndo de lá antes de encontrar alguém que tivesse um blog. Minha mente pura não consegue imaginar o quão hediondos devem blogs de escritores completamente obscuros e nordestinos.
...
Enquanto pesquisava algo sobre a existência dessa academia para fazer a matéria ter mais de 3 linhas, acabei descobrindo que ela não é um caso ímpar. Parece que todas as cidades têm clubes de terceira idade para esses velhos escritores. Ainda bem que eles só mantém isso para eles. Ia ser ruim se o governo os descobrisse e forçasse nossa pobre juventude a conhecê-los.
Com todos alimentados, finalmente pudemos seguir com a programação. Era a hora da homenagem a um grande poeta paraibano, que escreveu três livros e ficou conhecido como o Poeta das Gardênias, William Ferrer, que não tem (nem terá) verbete na wikipedia. Foi mais ou menos nessa hora que eu descobri que a grande virtude desse poeta, além de cantar as noites e as gardênias, foi dirigir a Academia de Letras e Arte do Nordeste. Descobri também que estavam presentes vários poetas e escritores dessa academia. Mas o que me deixou surpreso foi a existência dela.
Só contando com membros esquecidos e que comemoram a venda de 1.000 livros após uns 10 anos de publicação, a academia apenas serve de clube da terceira idade para quem escreveu um diário ou algum garrancho na parte de trás do caderno. Ainda bem que saí correndo de lá antes de encontrar alguém que tivesse um blog. Minha mente pura não consegue imaginar o quão hediondos devem blogs de escritores completamente obscuros e nordestinos.
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Enquanto pesquisava algo sobre a existência dessa academia para fazer a matéria ter mais de 3 linhas, acabei descobrindo que ela não é um caso ímpar. Parece que todas as cidades têm clubes de terceira idade para esses velhos escritores. Ainda bem que eles só mantém isso para eles. Ia ser ruim se o governo os descobrisse e forçasse nossa pobre juventude a conhecê-los.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Casablanca
Até pra imitar ou se basear em algo é preciso um pouco de qualidade. Imagine transformar o Bogart na pele de um indiano e o Rick's Cafe sendo um restaurante indiano com alguma vaca pastando lá dentro. Agora imagine o Louis Armstrong ser algum tailandês e a segunda guerra no Sudeste asiático. Pior que isso só se a história envolvesse o combate ao poderoso e influente governo do Sri Lanka.
God Damn it, parece que tudo isso e muito mais vai ser verdade pelas bandas de lá. Já ouço a trilha sonora, o cheiro de incenso e um preto-e-branco fake. Bem que poderiam deixar os clássicos como clássicos; intocáveis.
Fonte:
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2007/08/08/ult26u24594.jhtm
God Damn it, parece que tudo isso e muito mais vai ser verdade pelas bandas de lá. Já ouço a trilha sonora, o cheiro de incenso e um preto-e-branco fake. Bem que poderiam deixar os clássicos como clássicos; intocáveis.
Fonte:
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2007/08/08/ult26u24594.jhtm
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Obrigado, jeeves!
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Ditado de minha avó proibido por lei
"Preto quando pinta é porque tem três 'vez' trinta".
Confesso que nunca vou entender, mas que é proibido, é. Agradeço ao Spike Lee com seu 'Do the Right Thing' por me lembrar dessas coisas que estavam num passado remoto.
Confesso que nunca vou entender, mas que é proibido, é. Agradeço ao Spike Lee com seu 'Do the Right Thing' por me lembrar dessas coisas que estavam num passado remoto.
domingo, 15 de julho de 2007
Retrato de Dorian Gray
Um jovem tocado pelo pecado da vaidade pára diante de seu próprio retrato e se encanta com tanta perfeição. Por um segundo ele percebeu a injustiça que era o retrato permanecer com toda aquela beleza enquanto ele envelhecia e murchava; por que não o contrário? O desejo foi atendido e eis que temos o Retrato de Dorian Gray, um jovem com o ar de inocência da juventude, olhos azuis, cabelos encaracolados e lábios entreabertos. Puro, até ser envenenado por palavras.
Mais do que a história de um homem que não sofre as marcas do tempo, este livro é uma história de um homem que pode ver sua alma. As ações que marcaram sua vida, seus pecados, seus vícios, seu caráter estava todo marcado na obra-prima que seu amigo Basil pintara. Ele, melhor que ninguém, podia julgar-se ao ver seu próprio retrato.
Dorian vê sua alma se perdendo aos poucos por causa da influência do Lorde Henry e de um livro que ele lhe dera; um livro de pecados, não horríveis ou repulsivos, mas fascinantes e sedutores. Seu amigo Basil tenta salvar-lhe a alma, mas o orgulho e a vaidade eram escudos impenetráveis a qualquer moralidade. Nem mesmo o amor pôde salvá-lo, mesmo tentando mais de uma vez e sob diversas formas. Para Dorian Gray não poderia haver redenção.
Original, Belo e perfeito. Uma obra-prima da literatura inglesa, tanto que nos faz perdoar os excessos de boiolagem de Oscar Wilde e deixa os desenhistas muito confusos na hora de retratar o retrato, ou o próprio Dorian, como constatou o Gussie. Ah, Dorian “time is jealous / time is pain”.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Quem é John Galt?
Atlas Shrugged não é o nome correto desse livro. Os tradutores realmente foram muitos felizes ao não chamar esse livro de “Atlas Sacudindo os Ombros”, ou de outras combinações mais bizarras, por causa da tradução de um verbo não-usual. Mas deixando essas bobagens de lado, podemos notar que o livro é grande obra logo de cara. Qualquer pessoa que consegue escrever algo de 900 páginas e fazer alguém traduzir tudo é obrigada a fazer um trabalho decente.
Ayn Rand realmente fez um bom trabalho. Bem, pelo menos até 2/3 do livro, que é onde encontramos o ápice. De lá em diante, vai caindo de rendimento até um desfecho pouco impressionante. Talvez isso não prejudicasse tanto o livro e ele ainda pudesse ser uma obra além de grande, bela. Mas o excesso de moralismo e uma caricatura plena de todos os personagens acabam condenando o título à mediocridade. Mas vale notar que é uma mediocridade bem melhor do que a média. Ele ganharia um C+ com setinha para cima nas mãos de algum professor que não entenda algo subjetivo como números.
Mas voltemos ao livro. Os personagens são apaixonantes no começo. Provavelmente eu me cairia de paixão por Dagny Taggart (principalmente se ela for a Angelina Jolie). É uma mulher forte, decidida e independente, além de linda. Mas eis que surge Hank Rearden também forte, decidido e independente, além de lindo. E Francisco d’Anconia: forte, decidido e independente, além de lindo (mas esse tem o plus de fazer tudo melhor do que qualquer pessoa). E por ai vai, até chegar ao John Galt que é o top dos tops.
Isso são as caricaturas dos personagens. Existem três modelos nessa obra: os fodas (são bons em tudo e mantém o mundo funcionando por milagre), os médios (são bons, mas não o suficiente para manter o mundo funcionando) e por fim os saqueadores (que são gordos, feios, moralmente errados, preguiçosos, violentos, medrosos, e blá blá blá). Isso realmente vai cansando no decorrer da história de tal forma que qualquer personagem diferenciado que apareça nos atrai.
Isso é o mendigo que representa o ápice do livro. As vinte páginas dedicadas a esse personagem já dariam um livro, além de ser um dos melhores discursos. É genial. Ele salva o livro de um quase fracasso. Além disso, é um dos poucos discursos que surgem na hora correta. Ayn Rand parece gostar de discurso e os coloca nos lugares mais indevidos, como numa festa de ricaços ou em uma rádio.
Isso são as caricaturas dos personagens. Existem três modelos nessa obra: os fodas (são bons em tudo e mantém o mundo funcionando por milagre), os médios (são bons, mas não o suficiente para manter o mundo funcionando) e por fim os saqueadores (que são gordos, feios, moralmente errados, preguiçosos, violentos, medrosos, e blá blá blá). Isso realmente vai cansando no decorrer da história de tal forma que qualquer personagem diferenciado que apareça nos atrai.
Isso é o mendigo que representa o ápice do livro. As vinte páginas dedicadas a esse personagem já dariam um livro, além de ser um dos melhores discursos. É genial. Ele salva o livro de um quase fracasso. Além disso, é um dos poucos discursos que surgem na hora correta. Ayn Rand parece gostar de discurso e os coloca nos lugares mais indevidos, como numa festa de ricaços ou em uma rádio.
No mais, até vale a leitura, mas valeria muito mais caso tivesse 400 páginas a menos.
Falando em discursos, pulem o de John Galt!
ps: numa pós-leitura desse post andei notando que só falei mal e desestimulei a leitura, querendo de alguma forma salvá-lo com uma frase. O livro tem boas descrições (destaco as partes de Hank Rearden; são lindas), bons diálogos e até uma boa história. Além de ser legal. Isso normalmente bastaria para ler qualquer coisa, mas... 900......
domingo, 8 de julho de 2007
Lição de Jornalismo da Band
Fernando Fernandez, repórter da Band, entrevistando Alexandre Gallo, técnico do Internacional:
“O que o senhor achou na escalação do Corinthians?”
“O que o senhor achou na escalação do Corinthians?”
Fernando Fernandez, repórter da Band, entrevistando Eurico Miranda, cartola e eterno presidente do Vasco:
“O senhor acha que o Corinthians se preparou bem para a séria A deste ano?”
“O senhor acha que o Corinthians se preparou bem para a séria A deste ano?”
Fernando Fernandez, repórter da Band, entrevistando bombeiro em resgate:
“O que você pensa do Corinthians?”
“O que você pensa do Corinthians?”
Fernando Fernandez, repórter da Band, entrevistando açougueiro ilegal que despejava sangue de abate em rio pernambucano:
“Você acha que o Corinthians deve querer o Carlos Alberto de volta?”
“Você acha que o Corinthians deve querer o Carlos Alberto de volta?”
“Depois de duas derrotas consecutivas, o senhor considera o Corinthians em crise?”
“O senhor acha que bastaria o Corinthians para o Brasil vencer o Pan?”
"O senhor acha que o Corinthians pode chegar ao mundial deste ano?"
“Como você assiste aos jogos do Corinthians?”
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Atendendo a sugestões...
É. Não morri, não caí, nem mesmo tirei férias. Aliás, tudo muito pelo contrário. Agora sou um rapaz honesto e trabalhador exercendo um cargo público de extrema importância: um estágio. Assim as postagens devem ser mais freqüentes já que eu terei algo sobre o que falar. (ou não...)
Wish me luck, pals!
Wish me luck, pals!
sábado, 9 de junho de 2007
Direito de Resposta
Não resisti quando li o companheiro de sinucas e usualmente amigo, Jack, falar sobre Piratas do Caribe em seu último post e decidi fazer um "direito de resposta" por aqui. Não que exista de fato um direito, mas entenda que é um comentário do tamanho de um post que não merecia ficar numa caixa de comentários.
Para começar, vamos em cima do estilo. Piratas do Caribe é um filme de humor ou fantasia infanto-juvenil, certo?
Errado. Ele é de um gênero bastante conhecido de filmes, mas pouco famoso como gênero: Swashbuckler. A wikipedia tem um explicação legal ao termo como também uma lista de personagens famosos e autores famosos dentro desse estilo.
Jack Sparrow não é um gênio do humor, mas ele interpreta perfeitamente um Swashbuckler. Alguém que enrola mais do que briga. Que se acha o tal mesmo sem fazer nada de espetacular. E que abusa da boa vontade de todos para continuar vivo. Vamos dizer que só faltou o "buckler" (um pequeno escudo redondo que era fixado no ante-braço oposto ao da espada) para ele ficar completo. Levando em consideração isso: sim, Jack Sparrow é genial, como também o são alguns outros personagens do filme.
Mas vá lá. Ele pode não ter um enredo tão bom assim. E também procuro entender até agora porque precisavam do sangue do cara para quebrar a maldição, no primeiro. Mas deixando isso de lado, dá até para achá-lo um bom filme. Se não, pelo menos um verdadeiro filme de Swashbucklers.
terça-feira, 5 de junho de 2007
quinta-feira, 31 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Ministro à japonesa
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2007/05/28/ult729u67759.jhtm
Se todo ministro brasileiro seguisse esse exemplo, quando fosse acusado de roubalheira, aí sim a PF seria "canalha". Mas só para os políticos, pois o povão ia gostar.
Se todo ministro brasileiro seguisse esse exemplo, quando fosse acusado de roubalheira, aí sim a PF seria "canalha". Mas só para os políticos, pois o povão ia gostar.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Lendo por que?
Adoro quando me perguntam por que eu estou lendo algum livro. Normalmente, essas perguntas são acompanhadas de uns: "é para a universidade?" ou um "é para sua formação?". Acho engraçado como boa parte das pessoas não conseguem conceber o fato de que existem pessoas que lêem por prazer e que mesmo assim conseguem manter vida social. Como se estes fossem algum tipo de extraterrestes ou coisa do tipo. Normalmente quem faz esse tipo de julgamento é capaz de andar por aí se vangloriando do fato de nunca ter lido um livro (nunca entendi porque alguém se orgulharia de algo assim).
Voltando: Leitura não é causa de anti-sociabilidade, muito menos de inteligência. Essas são duas lendas. Ninguém fica mais inteligente porque lê. No máximo vai escrever um pouco melhor por observar estilos e palavras com uma freqüencia maior que os outros. Mas inteligência é algo inato que pode ser aprimorado através do estudo, mas nunca nascendo deste.
Também não creio que alguém vá deixar sua vida social pela companhia dos livros. Se deixar, é porque o ciclo social dessa pessoa deve ser tão entediante que vale mais a pena ficar em casa lendo José de Alencar e Raul Pompéia enquanto sente convulsões suicidas por causa da leitura. Mas é provado estatisticamente que esse número de pessoas tende a zero.
Leitura é um bom passatempo; nada mais. Principalmente num domingo à tarde ou num sábado solitário, quando a nossa excelente programação se digladia por 3 pontos de ibope. Chego a pensar que os livros sejam espécies de concorrentes desleais da tv, mas logo lembro dos preços pouco agradáveis e do número reduzido de bons autores. Não há o que Gugu e Faustão possam temer nessa ameaça.
ps: note-se que me refiro à literatura e não aos livros acadêmicos. Estes caem do nível de passatempo ao nível de total perda de tempo. Mas podem ser úteis como auto-ajuda se você pensar em escrever algo e notar que há sempre alguém pior que você escrevendo sobre nada por ai, além de ser aparentemente sendo reconhecido por isso.
Voltando: Leitura não é causa de anti-sociabilidade, muito menos de inteligência. Essas são duas lendas. Ninguém fica mais inteligente porque lê. No máximo vai escrever um pouco melhor por observar estilos e palavras com uma freqüencia maior que os outros. Mas inteligência é algo inato que pode ser aprimorado através do estudo, mas nunca nascendo deste.
Também não creio que alguém vá deixar sua vida social pela companhia dos livros. Se deixar, é porque o ciclo social dessa pessoa deve ser tão entediante que vale mais a pena ficar em casa lendo José de Alencar e Raul Pompéia enquanto sente convulsões suicidas por causa da leitura. Mas é provado estatisticamente que esse número de pessoas tende a zero.
Leitura é um bom passatempo; nada mais. Principalmente num domingo à tarde ou num sábado solitário, quando a nossa excelente programação se digladia por 3 pontos de ibope. Chego a pensar que os livros sejam espécies de concorrentes desleais da tv, mas logo lembro dos preços pouco agradáveis e do número reduzido de bons autores. Não há o que Gugu e Faustão possam temer nessa ameaça.
ps: note-se que me refiro à literatura e não aos livros acadêmicos. Estes caem do nível de passatempo ao nível de total perda de tempo. Mas podem ser úteis como auto-ajuda se você pensar em escrever algo e notar que há sempre alguém pior que você escrevendo sobre nada por ai, além de ser aparentemente sendo reconhecido por isso.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Boo Boo, gentlemen!
Um dia Daniel Defoe acordou e disse: "ei! Vai que isso é verdade! Afinal são pessoas de reputação imaculada e cuja honestidade não se pode duvidar. Só pode ser verdade". Assim ele juntou um grupo de contos reais e alguns que achou divertidos, porém falsos em um pequeno livro com nome bem sugestivo: Contos de Fantasma.
Os fantasmas são os mais diversos possíveis. Vão desde gasparzinhos camaradas às representações do próprio diabão pregando peças em inocentes e culpados. Particularmente gostei mais da história de Hind, o quase Robin Hood (só não distribuía o que roubava entre os pobres), recebendo um aviso light do malvadão. Light, mas suficiente para fazer o meliante encher as calças e a pensar na sua vida.
Aliás, a polícia deveria usar aparições no combate ao crime e na manutenção da justiça. As aparições inglesas parecem ter um know-how extenso no assunto que poderia nos ajudar. Mas infelizmente aparição no Brasil só de bicho da selva e daquelas coisas que "baixam" nas pessoas pra beber, fumar e dançar. Essas não ajudam muito. Nisso que dá viver num país onde até mesmo os fantasmas são subdesenvolvidos. Mas chega de viagem!
Enfim não há muito o que dizer. Apenas que vale a pena perder 30 minutos lendo (é impossível demorar mais, exceto em casos de analfabetismo), pois o livro é mui bonzinho.
Os fantasmas são os mais diversos possíveis. Vão desde gasparzinhos camaradas às representações do próprio diabão pregando peças em inocentes e culpados. Particularmente gostei mais da história de Hind, o quase Robin Hood (só não distribuía o que roubava entre os pobres), recebendo um aviso light do malvadão. Light, mas suficiente para fazer o meliante encher as calças e a pensar na sua vida.
Aliás, a polícia deveria usar aparições no combate ao crime e na manutenção da justiça. As aparições inglesas parecem ter um know-how extenso no assunto que poderia nos ajudar. Mas infelizmente aparição no Brasil só de bicho da selva e daquelas coisas que "baixam" nas pessoas pra beber, fumar e dançar. Essas não ajudam muito. Nisso que dá viver num país onde até mesmo os fantasmas são subdesenvolvidos. Mas chega de viagem!
Enfim não há muito o que dizer. Apenas que vale a pena perder 30 minutos lendo (é impossível demorar mais, exceto em casos de analfabetismo), pois o livro é mui bonzinho.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Sobre desistências e economia e outras coisas.
Acho engraçado como eu faço um meme de livros absurdamente ruins que eu jamais deveria ler e só percebo esse tipo de coisa depois de tentar lê-los. Queria ter aquele radarzinho super-sensível que evita o toque aos livros ruins. Infelizmente no meu caso só funciona o de capas e isso enche minha pilha de "livros a ler" de coisas com qualidade duvidosa, como Asimov ou autores nacionais ruins (entenda-se a minoria de 99%).
Mas depois de críticas severas do garoto gelado que não tem papas congeladas na língua, decidi tomar uma postura em relação aos livros. Nada mais de perder tempo, que é escasso, com bobagem. Ler somente o necessário e o promissor. Portanto vou jogar o Habermas da biblioteca fora e queimar aquelas referências de livros em francês com títulos de mais de uma linha. Agora é questão de Atitude com Azão!

.....
Falando em Azões, andei me arriscando em conhecer um pouco mais dos fundamentos da economia austríaca moderna em um livro de mesmo nome, que consistia numa compilação de ensaios de alguns autores. Felizmente havia um cara legal (M. Rothbard), que foi bastante educativo quanto a proposta do livro, além de falar mal com razão das econométricas. Particularmente amei a explanação dele sobre a moral no liberalismo e quando ele fala ele fala nos axiomas.
Não tão felizmente, mas ainda válido, havia um cara chato que escrevia bem (I. Kirzner) que soube falar dos fundamentos mesmo sem acreditar em alguns deles. E também foi meio sem noção ao tentar refutar um fundamento com um exemplo que só fazia prová-lo. Desconfio que ele seja comunista para argumentar dessa forma.
E infelizmente havia um chato que escrevia mal, errado e paranóico (L. Lachmann). Com esse apliquei a minha Atitude e não suportei mais que duas páginas (eu sei que eu deveria ter desistido só de olhar, mas desistir já na segunda página pode ser considerado um progresso quando se fala de uma pessoa que só desistiu de O Ateneu na metade).
Havia uns outros lá de contribuição insignificante e que não merecem comentários. Só gente pegando carona no livro dos outros.
No mais é um bom livro que só pode ser encontrado em bibliotecas na sessão de "leitura de fim de tarde" ou de "durante aulas", pois é rapidinho. Mas talvez haja alguma versão online, sei lá. Ai vai o nome no original para quem quiser procurar: The Foundations of Modern Austrian Economics.
.....
Para quebrar o gelo, ai vai um vídeo engraçadinho de vaquinhas que Gustavo deve dizer que é antigo e que mais da metade da rede já conhece.
Também vai um manual de bebedores que é muito educativo e deveria ser regra nas escolas, digo, nos bares (o qual Gustavo também deve conhecer e vai me chamar de desatualizado ou de sem graça porque ele é crente e não bebe).
Mas depois de críticas severas do garoto gelado que não tem papas congeladas na língua, decidi tomar uma postura em relação aos livros. Nada mais de perder tempo, que é escasso, com bobagem. Ler somente o necessário e o promissor. Portanto vou jogar o Habermas da biblioteca fora e queimar aquelas referências de livros em francês com títulos de mais de uma linha. Agora é questão de Atitude com Azão!

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Falando em Azões, andei me arriscando em conhecer um pouco mais dos fundamentos da economia austríaca moderna em um livro de mesmo nome, que consistia numa compilação de ensaios de alguns autores. Felizmente havia um cara legal (M. Rothbard), que foi bastante educativo quanto a proposta do livro, além de falar mal com razão das econométricas. Particularmente amei a explanação dele sobre a moral no liberalismo e quando ele fala ele fala nos axiomas.
Não tão felizmente, mas ainda válido, havia um cara chato que escrevia bem (I. Kirzner) que soube falar dos fundamentos mesmo sem acreditar em alguns deles. E também foi meio sem noção ao tentar refutar um fundamento com um exemplo que só fazia prová-lo. Desconfio que ele seja comunista para argumentar dessa forma.
E infelizmente havia um chato que escrevia mal, errado e paranóico (L. Lachmann). Com esse apliquei a minha Atitude e não suportei mais que duas páginas (eu sei que eu deveria ter desistido só de olhar, mas desistir já na segunda página pode ser considerado um progresso quando se fala de uma pessoa que só desistiu de O Ateneu na metade).
Havia uns outros lá de contribuição insignificante e que não merecem comentários. Só gente pegando carona no livro dos outros.
No mais é um bom livro que só pode ser encontrado em bibliotecas na sessão de "leitura de fim de tarde" ou de "durante aulas", pois é rapidinho. Mas talvez haja alguma versão online, sei lá. Ai vai o nome no original para quem quiser procurar: The Foundations of Modern Austrian Economics.
.....
Para quebrar o gelo, ai vai um vídeo engraçadinho de vaquinhas que Gustavo deve dizer que é antigo e que mais da metade da rede já conhece.
Também vai um manual de bebedores que é muito educativo e deveria ser regra nas escolas, digo, nos bares (o qual Gustavo também deve conhecer e vai me chamar de desatualizado ou de sem graça porque ele é crente e não bebe).
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