terça-feira, 25 de agosto de 2009

Revolta e Melancolia: o Romantismo na Contramão da Modernidade

É normal que exista um certo preconceito (e não sem razão) contra livros acadêmicos. Penso que sejam um dos catalisadores do sono em bibliotecas universitárias, mas isso não vem ao caso. Este livro de Michael Löwy e Robert Sayre não é, inicialmente, muito diferente desses que merecem nosso preconceito. É bem legal e cabeça aberta quando pretende buscar o seu objeto de estudo em qualquer coisa. Neste caso, estamos falando do romantismo.

Para citar logo a parte chata, o próprio movimento e as interpretações são analisados de modo, hã, amplo. São tantas fontes citadas que por várias vezes não fazemos a menor idéia de quem está falando sobre o que por causa de alguns excessos do uso do 'apud'. Mas é engraçado que a obra vai se construindo e a análise acaba sendo bastante completa e abrangente. Se alguém realmente quiser aprender mais sobre o romantismo este é um bom lugar para ampliar os conhecimentos, mas não para iniciá-los.

Ai aparecem alguns juízos de valores que fazem nossas sobrancelhas se divertirem num sobe e desce sem fim. Os autores colocam o romantismo como um movimento que esteve sempre deslocado do tempo dos, er, capitalistas e dos industrialistas. Colocam os escritores românticos como pessoas que sempre viviam a fugir da realidade porque não se adaptavam a ela. Era mais divertido criar algo que fosse do seu gosto que viver num mundo , hã, errado.

Sendo assim, por que não considerar qualquer ficção como uma variação do romantismo? É o que acaba acontecendo. É o velho dilema do mundo dividido em dois: a situação que detém o poder econômico from hell e a revolução que é bonita, fofa e legal. Isso realmente me faz questionar sobre o que motiva um autor a escrever. Será que eles andam na rua vêem um mendigo e pensam: "ó meu Deus, tenho uma história", enquanto os carinhas da classe média continuam sendo aquela coisa eternamente sem gosto?

Mas é ai entre uma zoação e outra que paira o sentido do romantismo. É só pensar em um grupo de autores que de repente tiveram sentimentos semelhantes em relação a sua época e que com isso criaram obras brilhantes. O que o livro realmente quer dizer é que se um dia isso aconteceu, por que não de novo? Assim Löwy e Sayre saem à caça de referências contemporâneas do romantismo (com um destaque especial para a ficção científica e a fantasia). No final acaba sendo um bom livro de pesquisa (ou de curiosidades mesmo) que até nem nos faz dormir muito.

ps: outro ponto que achei divertido (e que muita gente deve achar revoltante por motivos bem diversos) foi o fato de Marx ser tachado como romântico no livro. Mas quando vejo em Marx, Hitler e Tolkien compartilhando idéias, penso que deve ter algo errado nessa classificação. Isso porque nem deu vontade de falar em George Lucas...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Spoiler

Nerd 1: Como melhorar Star Trek após 43 anos de série?
Nerd 2: Humn... que tal dois Spocks?

ps: a lógica das lâminas de barbear sempre funciona.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Harry Potter II

Acho que é bom estar de volta para terminar de vez esse assunto. Nem me sinto mais tentato a dividir os comentários por livro, como fiz com Nárnia. A história também é cada vez mais de "domínio público" por causa dos filmes e da comoção em volta do Daniel Radcliffe que nem merece muitos detalhes. Este livro de fantasia infanto-juvenil, como já disse, segue a linha do "vou ser épico", mas sinceramente deixa muito a desejar. É engraçado notar que quando o livro era desconhecido e despretensioso, ele até parece surpreendentemente legal. A partir do terceiro volume notamos que fica mais para o repetitivo mesmo e rebuscando fórmulas mais consagradas para o sucesso.

Posso estar sendo influenciado pelo fato de estar lendo muitos mangás para adolescentes ultimamente (shonens e shoujos basicamente), mas Harry Potter me parece mais próximos deles do que da, hã, literatura infanto-juvenil de fato. Geralmente fico bastante raiva dos mangás quando seus personagens adolescentes ficam com alguma frescura nipônica, por exemplo, quando acontece todo aquele choque por causa de pessoas com 18 anos namorando ou quando acham que depois do primeiro beijo é sexo na mesma hora. Bem, o Harry Potter durante sua vida mágica-estudantil me levou a sentir esse mesmo ódio. Até que comecei a notar algo: até onde estou odiando uma obra ou uma criança de 14 anos?

E aí é difícil diferenciar, pois a narrativa de J.K. Rowling é toda centrada no pequeno bruxo. Mas algumas coisas podem ser notadas. Como em todo shonen, o protagonista é envelhecido. Aquela pilha de músculos que luta perfeitamente e mata sem sem pudor tem apenas 15 anos mesmo. Harry Potter é envelhecido pelos sofrimentos que passa. Quais mesmo? Ah, tem um bruxo muito muito mau atrás dele porque ele precisaria do sangue dele (o de qualquer outra pessoa serviria, mas você sabe como são os vilões). Os tios dele também o ajudam a envelhecer ao tratá-lo de uma forma que certamente seria proibida caso fosse levada aos cinemas ou seriados no Brasil. Afinal, é proibido constrangir criancinhas, even for art's sake! E lá vou eu digredindo, mas avançando.

Nessa hora começamos a notar toda a caricatura que havia em cima dos personagens. Não é uma caricatura ruim, mas não supera as expectativas de um filme de sessão da tarde. Os velhos são covardes e burros; as crianças são corajosas e têm habilidades incríveis. Não há um simples personagem que seja atraente por ser único. A magia também é completamente overrated. Claro, todos podem fazer coisas incríveis com ela, no entanto todos podem fazer coisas incríveis com ela. Se você ouviu um encantamento, pode sair já soltando por ai. Até faz a gente se perguntar porque diabos eles precisam estudar tudo aquilo.

Ah, falando em magia, o bruxo muito muito mau que é o Voldemort seria um vilão incrível se não fosse tão patético. Se o compararmos com Sauron ou com os antagonistas de Nárnia, ele certamente esconderia o rosto de vergonha. De que adianta ser um bruxo muito muito mau e só usar uma magia? Além disso, ele parece desconhecer todos os efeitos de magias antigas salvadoras (objeto de estudo no qual ele é um "especialista"). Ele comete TODOS os erros necessários para morrer mesmo sabendo exatamente o que estava fazendo (em tese, isso seria um spoiler, mas já dá para notar que isso vai acontecer no primeiro volume mesmo). Sua derrota não chega nem a ser um mérito para os vencedores. Nem se compara a toda a tarefa colossal que foi derrotar Sauron e sobreviver para contar a história.

Considerando que é uma obra em volumes, a autora comete um erro meio chato no decorrer dos livros. Todos os livros são recheados de repetições. Parecem verdadeiras recapitulações clássicas dos animes japoneses. Como são sete livros, a coisa realmente vai se acumulando ao tédio. A vontade (muitas vezes praticada) é de saltar os parágrafos de repetições mesmo.

Enfim, Harry Potter é algo que começa legal e vai se perdendo com o tempo. Acho que isso deve acontecer constantemente com quem se arrisca a fazer épicos. Por sorte, eles não costumam virar best-sellers mundialmente amados (o que deve ser inocência minha, pois de cara já lembro das Brumas de Avalon e de muitos outros romances para quem gosta de rpgs medievais). Até há um mérito ou outro que poderia ser valorizado no livro, mas prefiro deixar quieto. Depois alguém pensa que realmente vale a pena ler sete livros e algumas poucas milhares de páginas. Sinto que Senhor dos Anéis e Nárnia não deixam muito espaço no coração para fantasias épicas bonitinhas, mas ordinárias.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dúvida da Semana

Você passaria o resto de sua vida com uma pessoa incapaz de entender uma metáfora e que só fala por meio de insinuações?

domingo, 7 de junho de 2009

De Bobeira

Com queda de avião e seleção, de repente o Recife parece fazer parte do Brasil.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

De bobeira

No dia que eu não me importar com mais nada nesta vida, juro que deixo crescer um bigode.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Marca

Ontem cheguei a marca lendária de 10.000 visitas depois de 6.000 anos de blog. Nesse passo, em mais 18 anos chego ao sexto dígito. Mas o que realmente importa é que vou tentar reviver as coisas por aqui. Deu saudades.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Harry Potter

Acho que peguei o hábito de ler obras com vários volumes. Essa daqui tem logo sete, mas nem parece assustadoramente grande. Afinal, os primeiros volumes são pequenos e isso ajuda a compensar os gigantes que estão lá no final. Vou dar uma de chato e pensar que isso é uma estratégia comercial. Primeiro você atrai e depois empurra algo sem sal goela abaixo. Pior que eu quase não passava da primeira página. Traduzir nomes é uma prática nefasta que deveria ser abolida de todas as traduções. Ver Dudley ser transformado em Duda logo de cara quase me fez jogar tudo para o alto (também há a transformação de James em Tiago. O que diabos as pessoas têm contra James?). Mas resisti a tentação e até agora nem posso reclamar muito porque só li os dois primeiros e já decidi comentá-los:

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HP e a Pedra Filosofal
Quem já leu mangá ou já viu anime talvez reconheça um pouco desse plot. Imagine um menino que ficou órfão porque seus pais morreram para salvar-lhe do grande bruxo do mais mal. Agora imagine que esse menino cresceu com parentes que o odiavam por ser, hã, diferente. Até que um belo dia ele descobre que tem poderes mágicos e que pode estudar na melhor escola de magia do mundo.

A partir daí a história fica bem comum para quem já assistiu Goonies (ou sessão da tarde mesmo - acho que tenho algum trauma com sessão da tarde - com todas aquelas criancinhas fazendo feitos milagrosos). Na escolinha, eles descobrem uma conspiração para roubar a Pedra Filosofal, artefato que poderia reviver o bruxo mais mal supracitado.

O que dá para notar neste primeiro volume é que a JK Rowling estava mais querendo introduzir seu cenário mágico. Vemos a escola de Hogwarts ser descrita nos seus mais inúteis detalhes. As mesas, o jantar, os quadros, citações históricas irreais e até algumas aulas com a citação desnecessária dos autores dos livros utilizados. Tudo parece em excesso aqui. Até a minha crítica, pois essas miudezas realmente ajudam a ver aquilo tudo na escola como mágico.

Como o livro é bem sintético e simples, ele acaba sendo bom. Tipo, bom mesmo. Divertido, com um mistério infantil e recheado de magia. No final ainda acontece uma daquelas sucessões de desafios seguindo aquele modelo (muito comum nos japoneses): você vai perdendo um aliado para cada desafio, até só restar o herói e o vilão. Ah, sem esquecer da reviravolta final. Uma coleção de clichés legais.

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HP e a Câmara Secreta
Aqui já sabemos que o bruxão mais mal de todos ainda vive, mas está fraco e é deixado como figurante. Então podemos deixá-lo de lado e nos concentrarmos no grande mistério da Câmara Secreta. Nome bem sugestivo para o título de um livro. Pode-se dizer o que vai acontecer com um pouco de imaginação.

Com um mistério fraco, só resta a magia. O problema é que os jovens magos ainda são extremamente limitados, então não há muito a ser feito. Pelo menos o livro é pequeno e passa rápido. No entanto, podemos sentir que alguma coisa está se montando. O cenário, inicialmente repetitivo, agora abre espaço para a comunidade bruxa de fora da escola. Esses bruxos, apesar de terem estudado 7 anos naquela escola, saíram sem aprender nada de útil.

Novamente, encontramos um bruxo com a incrível experiência de dois anos de bruxidade para resolver tudo. Isso já nos mostra uma certa incompetência dos bruxos mais velhos que deve afetar a história num ponto posterior.

Apesar de tudo, o estilo da autora se mantém rápido e de fácil leitura. Também começamos a achar os personagens mais simpáticos apesar de toda a caricatura em cima deles. Com sorte, a coisa talvez até melhore. Mas desconfio que não, porque os sete livros devem fazer alguma grande saga que até agora não faz o menos sentido. O ideal e continuar a leitura sem preconceitos, mas, infelizmente, os livros começam a engrossar a partir de agora. Se bem que até então tem sido divertido.

ps: outra coisa que me incomodou profundamente no cenário de HP é o fato deles chamarem as pessoas normais de trouxas e de as considerarem completamente indefesas. O que já deu para notar é que por mais forte que seja um mago, ele ainda morre com um simples tiro. Isso joga por terra essa inofensividade dos trouxas. Até agora os bruxos não mostraram para quê vieram.
pps: e lá vou eu arranjando outra desculpa para atrasar meu projeto...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Libertadores

E como penaltis é loteria, o Sport acaba deixando a Libertadores. Acho que agora não há mais desculpas para não terminar minha monografia.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Something Stupid

- Por que estamos terminando?
- Porque você me ama.

Ok, depois dessa desisto de entender a raça humana (pelo menos a parte feminina dela). Mas, ops, isso já foi dito antes:

segunda-feira, 20 de abril de 2009

De bobeira

Estudar num centro de artes e comunicação nos mostra que ocasionalmente acontecem algumas coisas estranhas por conta da parte arte do centro. O curioso disso é que algumas vezes essa parte pode até ser legal. Semana passada pude ouvir uma apresentação de uma banda de garotos espinhentos que acham o máximo ser estranho (esse tipo de apresentação acontece com uma certa regularidade na frente da entrada do centro, mas eu estava até esquecido que isso existia). Espiei com desprezo quando vi começarem a montar o equipamento. Esperava muito barulho e alguma gritaria sem sentido.

Engraçado. Pude ouvir exatamente isso. Barulho e gritaria sem sentido. Mas não é que os espinhentos eram bons mesmo. Isso na parte acústica. Tocavam bem e até dava pra sentir um estilo naquilo que tocavam. Isso realmente me surpreendeu e me deixou feliz por estar errado. A alegria durou até o vocalista abrir a boca. Não consegui entender uma só palavra do que ele dizia. Note-se que isso vale tanto para os momentos de música quanto para os momentos onde ele deveria estar anunciando a próxima música. Era um horror.

No entanto, essa coisa de ouvir um som legal com uma voz horrorosa me fez notar o que eu mais odeio no rock nacional: a voz dos "cantores". Ouvir rock (e uso aqui o termo para resumir todas as suas variações) nacional sempre me deixou meio constragido. Sempre pensei que fosse culpa de arranjos ou de algumas letras bizarras. O real motivo era muito mais audível. Talvez isso seja culpa de uma cultura estranha de permitir que qualquer pessoa cante desde que seja com emoção, ou sei lá o que. A quantidade de exemplos desafinados ou sem voz boa mesmo fica bem absurda se formos considerar a indústria musical brasileira.

E nem tenho vontade de seguir reclamando. Penso que a nova geração de bandas tem muito o que melhorar nesse sentido, mas pelo menos já estão tocando bem.

domingo, 12 de abril de 2009

Estudar pode não dar futuro, mas de uma forma mágica ainda te faz passar em cálculo.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Coisas de torcedor

Sabe o que é pior que ver seu time perder? É saber que seu time mereceu perder. E pior que isso é observar a derrota acontecendo a cada minuto. É saber exatamente que grande erro estava acontecendo ali no campo e ser incapaz de alertar o time sobre o erro.

Lá se foi uma grande vantagem e um grande tabu. Mas espero que com ele não tenha ido a inteligência. Com dois neurônios, era possível um empate. Com três, até uma vitória não seria impossível mesmo depois de começar atrás.

Agora é aguardar é esperar aquilo que sempre considero nulo. A inteligência alheia. Uma certa reação ao resultado negativo. algo que se espera de um time qualquer desses que vivem patrocinados pela grande mídia. No fim das contas, só quero que meu time vença e que faça valer sua vitória. É algo até simples, mas que só se consegue com um pouco de vontade e inteligência.

ps: e que também seja num momento em que essa coisa amarga do álcool não dobre tanto a vista.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sobre porque a sessão da tarde deveria deixar de existir

Na verdade, nem assisto sessão da tarde na Globo por problemas técnicos e falta de interesse mesmo. A parte técnica pode ser relaxamento, mas a falta de interesse é porque filmes de cachorro e animais falantes todos dias meio que cansam. Isso sem esquecer de nossas brilhantes produções nacionais do que sobrou dos Trapalhões. Mas nada disso importa porque a sessão da tarde global já faz parte de um horário maluco fixo que nunca muda por cabeça dura.

Acabei me pegando assistindo à sessão da tarde do SBT. Essa é realmente genial. Parece que qualquer filme tem que caber no espaço de uma hora. Ai acaba havendo uma edição estilo movie-a-minute mesmo. O filme de hoje foi Mortal Kombat, que já é muito ruim, e estava tudo tão picotado que mal fazia sentido. Garanto que isso não é privilégio do MK.

Ainda tentei pensar em algum uso criativo para isso, mas acabei lembrando de Arnaldo Antunes e suas poesias bizarras. Essa visão do inferno ficou tão presa na minha mente que acabei torcendo o pé. Tudo culpa do concretismo sem noção nacional.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Free Style

A gente percebe que anda pouco de ônibus quando de repente começam a vender tabuadas matemáticas com 42 matérias, que contém a nova regra ortográfica, dicas de etiqueta e ainda uma lista de 230 ervas que curam até mal olhado. Tudo por cinco reais. Quase comprei só por curiosidade.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Um dia eu ponho um título

Como torcedor do Sport, estou muito feliz pelo que vejo meu time apresentando até agora. É impossível conter um certo sorriso de orgulho quando vejo muitas pessoas na rua com a camisa de meu time. Elas podem ser feias, desdentadas e comunistas, mas que me importa? Meu time venceu e isso basta para olhá-las com uma certa intimidade feliz (sem me aproximar muito, claro. Um sorriso basta).

O mais curioso de hoje, no entanto, foi ver a prova de que o pernambucano é mesmo uma criatura complexada (até no futebol). De repente, é necessário toda imprensa parar para mostrar os gols do Sport e só falar de o quanto somos bons (se bem que justo seria dizer que somos os melhores). Fico bem feliz em só ver os gols mesmo e o jogo pela tv. Estou nem ai para o fato do "sul" (região geográfica que compreende qualquer lugar, com excessão da Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) prefira ver notícias sobre o fra ou a estréia do gordo no curinthians. Se eles possuem o públicos deles lá (e cá) com interesse nessas coisas, problema deles. Como já disse, fico feliz em simplesmente ver meu time vencer e acho meio brega como o povo aqui fica abestalhado quando um jornalista/comentarista do "sul" fala sobre nós.

Menti antes, o mais curioso não foi ver a reclamação geral de meus conterrâneos por fóruns e blogs espalhados por ai. Curioso foi ver um torcedor do Santa Cruz coleguinha meu ficar feliz com o fato de ter faltado energia na zona sul de Recife durante o jogo. A alegria dele se devia porque os "playbas" iam ficar sem ver jogo. E nisso olho para a figura que tinha dois brincos e usava aquelas camisas baby look... enfim, um típico playba. Mas ele é Santa Cruz que é o time do povo e povo sempre fica feliz quando playba se ferra. Ah é, esqueci de dizer que ele é pernambucano e assistiu o jogo para torcer a favor do Nordeste contra tudo e contra todos!

Como sou otimista, ainda acredito que um dia ainda vamos nos livrar desses moinhos de ventos.



ps: caraca, eu tinha me esquecido como esse clipe é ruim.

segunda-feira, 2 de março de 2009

The Chronicles of Narnia - pt 4

Já sinto que alongo mais do que devia, mas uma vez que comecei tenho que levar até o final. Se bem que aqui realmente temos um ponto em que qualquer coisa dita seria malquista por quem ainda for ler (e quem não for: que tenha vergonha de si).
The Horse and His Boy

Dos sete livros que compõe as crônicas, este é o mais, hã, "diferente" de todos. Não pelo aspecto moral, que continua sempre presente (e sem o qual Narnia deixaria de ser Narnia), mas pelo próprio começo. Não vemos garotos ingleses indo de encontro ao desconhecido para ajudar uma terra fantástica em necessidade. Conhecemos apenas um jovem escravo e seu cavalo (ou como ele, o cavalo, prefere: o cavalo e seu garoto).

Também somos apresentados a mais uma nova fronteira de Narnia. Uma terra desértica e com tradições antigas e cruéis. Talvez seja algo no enredo ou algo no protagonista. Confesso que esta é uma das histórias que mais gostei nesse mundo. Delightful.

The Magician’s Nephew & The Last Battle
Aqui qualquer comentário seria um imenso spoiler. Mas, só para estragar a surpresa de quem achava que não vou dizer nada, vou dizer algumas coisinhas sobre elas. Bem, toda história precisa de um começo e de um fim. As duas a seu próprio modo mostram e explicam tudo o que vimos até agora nesses outros tantos livros. Ah, o final é daqueles de fazer chorar! Mas só se você acompanhou Narnia todos os outros livros.

Só mais uma coisa. O Lewis parece que orientou uma certa ordem de leitura que inicia com o Magician’s Nephew. Na verdade, a ordem dele é cronológica (numa crônica isso faz até sentido). Esse livro só vai fazer algum sentido e ser realmente muito bom caso você já saiba de antemão todo o resto que se passou em Narnia. Ele literalmente estraga muitas surpresas e torna outras coisas nos demais livros sem valor. Enfim, seguindo a ordem, pode-se terminar a Última Batalha com um pouco de pena porque terminou e muita felicidade por aquilo simplesmente existir.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Breath of Fire 3

Bem, sei que não falo muito sobre isso por aqui e é até com alguma vergonha que o tema me vem à tona (minto, sou nerd assumido mesmo e numa quarta-feira de cinzas fico até sem ter com quem compartilhar as glórias nerds). Sim, jogo muito mesmo e até fico feliz que algumas pessoas frescas percam algumas coisas legais e divertidas que encontramos nos jogos por ai por pura frescura. Esse jogo em questão é um RPG; gênero que, na teoria, não faz muito sentido ser representado num console já que você não exatamente atua como um personagem. Mas isso é bobagem porque se trata de um RPG oriental, ou JRPG como alguns gostam de chamar.

Só esse fato já é uma promessa de muitas horas de jogo. Levei cerca de 60 horas para finalizar esse ai (o que é praticamente o que perco pagando uma cadeira inteira no curso). Posso dizer que me diverti mui (caso contrário não passaria 60 horas nele), mas não pude deixar de notar algumas coisas curiosas. Na verdade, algumas muitas dessas coisas curiosas estão nessa lista que Jack gentilmente me repassou.

O que me chamou a atenção mesmo foi o desfecho sólido. A história vai evoluindo gradativamente e se mostrando muito aos poucos. Boa parte do nosso tempo é gasto fazendo coisas não relativas à história. É mais ou menos no meio desse monte de coisas aleatórias que conseguimos juntar no fim todas as fichas e notar algo de épico lá. E pior que fica muito bom assim. É um épico meio bobo, mas o que ainda é bobo depois de Senhor dos Anéis? (Ups, as vezes até me esquece que SdA foi a origem de tudo isso).

Se esse tipo de jogo ocupasse menos tempo de nossas vidas com algumas bobagens (como procurar os ingredientes, aprender a receita e preparar um peixe especial para o prefeito de uma cidade que vai falar de um marujo que vai nos dizer como atravessar o mar), eles seriam até bem aconselháveis a qualquer público.

Gostei muito do desfecho desse jogo assim como gostaria do desfecho de um livro simpático. Acho que a diferença é que eu não gasto 60 horas com um só livro, mas é bem verdade que um jogo tem atrativos a mais, ou melhor, outros atrativos além de um enredo.

Falando em enredo, Salgueiro venceu. Que mundo surpreendente, hein.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

The Chronicles of Narnia - pt 3

The Voyage on the Dawn Treader
Fantástico. Brilhante. Lindo. Emocionante. Simplesmente phoda! Ele merece mais alguns, mas sinto que eu tenho que ser breve. Uma viagem ao fim do mundo passando por ilhas onde absolutamente qualquer coisa pode acontecer. Este é o risco daqueles que procuram desbravar o desconhecido neste mundo mágico.

A novidade deste livro é que as duas crianças inglesas mais velhas (se é que isso é possível já que toda criança inglesa nasce velha) dão lugar a um primo. Este primo, o Eustace Clarence Scrubb ("and he almost deserved it"), é quem orienta a história do pequeno Dawn Treader (que tem um dos melhores nomes de navios que já vi). E dizer qualquer coisa a mais sobre isso seria um imenso spoiler. Então, boa viagem até o fim do mundo! E triste seja o nosso mundo que é redondo e sem fim.

The Silver Chair
Após a viagem até o fim do mundo, que horizontes ainda poderiam ser explorados? Muito poucos certamente. Mas Lewis parece que encontrou um que não é exatamente um horizonte, mas não deixa de ser fascinante. O príncipe Rilian, filho de Caspian está desaparecido. Cabe a Eustace e Jill, outra criança inglesa que acabou magicamente indo para Narnia, encontrar o príncipe em mais uma busca fantástica.

Engraçado, eu sei que este livro é bom, mas não consegui gostar dele como gostei dos outros. Sinceramente, a culpa foi de Jill. Ela não consegue ser uma fofa, inocente e corajosa menina inglesa perdida num mundo mágico. Acho que foi isso que me incomodou. Mesmo assim sua leitura é interessante. Até porque vemos pela primeira vez coisas que só serão explicadas no último livro.

ps: estava pensando um pouco mais sobre não gostar tanto desse livro. E acho que a culpa pode ser da viagem do Dawn Treader. É tão boa que faz a gente esperar mais do próximo livro, que é bom, mas não tanto quanto imaginamos que ele seria.