Words are not meant to stir the air only: they are capable of moving greater things.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A Menina que Roubava Livros
Qualquer livro que passe muito tempo na lista dos mais vendidos sempre me deixa muito desconfiado. Não costumo apoiar os Best-Sellers porque geralmente há muita coisa ruim entre eles. Eles seguem uma espécie de fórmula simples para vender muito e que de algum modo realmente funciona. Paulo Coelho e Dan Brown são apenas alguns exemplos de como fazer algo raso parecer profundo deixa muita gente se sentindo bem e com vontade de ler. Achei que era a mesma coisa com Markus Zusak.
Peguei o livro na obrigação de ler um presente e até fiz chacota quando vi a Morte apresentando a história. Pensei que a morte de Saramago era muito superior a esta Morte (e não me engano, pois é mesmo). Esta Morte é apenas uma narradora que se mete com comentários, pensamentos, opiniões e as vezes até spoileando a própria história. Mas podemos dizer que a Morte de Zusak é apenas uma péssima storyteller.
A Morte conta a história de Liesel Meminger, uma pequena órfã do regime nazista. Ela parece ser destinada a sofrer e esta parece ser mais uma história de lágrimas em meio ao regime hitlerista. Há sofrimento e lágrimas, mas eles são apenas coadjuvantes de uma pequena menina que roubava livros. Vamos e convenhamos, livros não costumam ser objeto de roubos (a não ser em universidades; é incrível a quantidade e a variedade de livros roubados, geralmente sempre pegam algo que você precisa). Esta é a estratégia utilizada pelo autor para atrair a atenção tanto dos possíveis leitores diante da capa, quanto da própria Morte. Afinal, ela poderia estar contando qualquer história, por que estaria focada na pequena Liesel?
Ao decorrer do livro a pergunta muda e passa a ser: ora, como não contar a história de Liesel? A guerra e Hitler podem ser panos de fundo e até mesmo a razão de muitas coisas, mas ela é apenas uma criança. Sua vida e suas vontades estão alheios ao Füher, assim como suas alegrias e frustrações. Liesel é uma menina alemã completamente normal que como tantos outros viveram sob o regime nazista. E é justamente a trivialidade que torna sua história bonita e também trágica. Como a própria Morte sugere: eles não mereceram o fim que tiveram. But no more spoilers for now.
A Menina que Roubava Livros é um livro singelo e muito bonitinho. Fiquei surpreso em gostar dele e acho que mesmo com dois anos de atraso é realmente a hora de agradecer pelo presente. Ah, outra coisa positiva é que ele nos dá um pequeno arsenal de xingamentos alemães, não que alemão precise de muito para parecer um xingamento.
Peguei o livro na obrigação de ler um presente e até fiz chacota quando vi a Morte apresentando a história. Pensei que a morte de Saramago era muito superior a esta Morte (e não me engano, pois é mesmo). Esta Morte é apenas uma narradora que se mete com comentários, pensamentos, opiniões e as vezes até spoileando a própria história. Mas podemos dizer que a Morte de Zusak é apenas uma péssima storyteller.
A Morte conta a história de Liesel Meminger, uma pequena órfã do regime nazista. Ela parece ser destinada a sofrer e esta parece ser mais uma história de lágrimas em meio ao regime hitlerista. Há sofrimento e lágrimas, mas eles são apenas coadjuvantes de uma pequena menina que roubava livros. Vamos e convenhamos, livros não costumam ser objeto de roubos (a não ser em universidades; é incrível a quantidade e a variedade de livros roubados, geralmente sempre pegam algo que você precisa). Esta é a estratégia utilizada pelo autor para atrair a atenção tanto dos possíveis leitores diante da capa, quanto da própria Morte. Afinal, ela poderia estar contando qualquer história, por que estaria focada na pequena Liesel?
Ao decorrer do livro a pergunta muda e passa a ser: ora, como não contar a história de Liesel? A guerra e Hitler podem ser panos de fundo e até mesmo a razão de muitas coisas, mas ela é apenas uma criança. Sua vida e suas vontades estão alheios ao Füher, assim como suas alegrias e frustrações. Liesel é uma menina alemã completamente normal que como tantos outros viveram sob o regime nazista. E é justamente a trivialidade que torna sua história bonita e também trágica. Como a própria Morte sugere: eles não mereceram o fim que tiveram. But no more spoilers for now.
A Menina que Roubava Livros é um livro singelo e muito bonitinho. Fiquei surpreso em gostar dele e acho que mesmo com dois anos de atraso é realmente a hora de agradecer pelo presente. Ah, outra coisa positiva é que ele nos dá um pequeno arsenal de xingamentos alemães, não que alemão precise de muito para parecer um xingamento.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Neuromancer
Este é livro quase me fez desistir bem no começo. Confesso que o comecei a ler pelo menos três vezes ano passado e só consegui terminar este ano (o primeiro do ano por sinal). O li mais pela fama de ser o mais reconhecido romance cyberpunk que pela qualidade (na prática nunca vi dizer que o livro era realmente bom, apenas que tinha gerado muitas coisas na ficção científica). Fiz inúmeros trabalhos na faculdade que o citavam e resenhei esse livro algumas vezes antes de lê-lo, então um pouco de vergonha na cara também contribuiu para que eu finalmente o lesse.
Livros de ficção científica não costumam ter muito apelo e sua são muito bons em espantar leitores que não sejam tão dedicados. Você pode ler apenas um e achar que todos os outros foram escritos do mesmo jeito (o que não é muito errado). Gibson parece conhecer essa regra e tentou iniciar o livro como um Best Seller qualquer. Um pouco de mistério, um protagonista durão e algumas frases de efeito. Mas ai a questão da ficção científica retorna. É um mundo futurista que precisa de muito detalhamento. O engraçado é que a salvadora do livro parece ser a breguice dos anos 80. O futuro era noir e esta é uma história de cowboy.
E se observarmos a história dessa forma, ela fica muito mais interessante. É quando saímos daquele universo de descrições especulativas de um futuro que Neuromancer realmente começa. Gibson conta a história de Case e de um pequeno grupo de mercenários que tem uma missão bastante misteriosa pela frente. Como mercenários, eles não são pagos para fazerem perguntas e sim o que lhes é pedido. E aqui um pequeno Spoiler para justificar o misteriosa: o seu “chefe” é uma Inteligência Artificial.
Gibson usa toda a energia brega dos anos 80 para a motivação de seus personagens, mistura com noirs para gerar um cenário e efeitos mais legais e encerra num duelo de cowboys. E aqui há que se deixar os duelistas em segredo para não estragar a surpresa. Ah, sem esquecer que há muito do punk aqui; no lugar de uma blank generation temos um mundo inteiro num mesmo torpor.
Neuromancer foi um livro que me surpreendeu. Esperava bem menos dele e acabei realmente me divertindo bastante. É um livro bobo e jovem, mas não vejo mal nisso desde que seja divertido. Só, por favor, não venham filosofar em cima dele, que ai já é demais.
Livros de ficção científica não costumam ter muito apelo e sua são muito bons em espantar leitores que não sejam tão dedicados. Você pode ler apenas um e achar que todos os outros foram escritos do mesmo jeito (o que não é muito errado). Gibson parece conhecer essa regra e tentou iniciar o livro como um Best Seller qualquer. Um pouco de mistério, um protagonista durão e algumas frases de efeito. Mas ai a questão da ficção científica retorna. É um mundo futurista que precisa de muito detalhamento. O engraçado é que a salvadora do livro parece ser a breguice dos anos 80. O futuro era noir e esta é uma história de cowboy.
E se observarmos a história dessa forma, ela fica muito mais interessante. É quando saímos daquele universo de descrições especulativas de um futuro que Neuromancer realmente começa. Gibson conta a história de Case e de um pequeno grupo de mercenários que tem uma missão bastante misteriosa pela frente. Como mercenários, eles não são pagos para fazerem perguntas e sim o que lhes é pedido. E aqui um pequeno Spoiler para justificar o misteriosa: o seu “chefe” é uma Inteligência Artificial.
Gibson usa toda a energia brega dos anos 80 para a motivação de seus personagens, mistura com noirs para gerar um cenário e efeitos mais legais e encerra num duelo de cowboys. E aqui há que se deixar os duelistas em segredo para não estragar a surpresa. Ah, sem esquecer que há muito do punk aqui; no lugar de uma blank generation temos um mundo inteiro num mesmo torpor.
Neuromancer foi um livro que me surpreendeu. Esperava bem menos dele e acabei realmente me divertindo bastante. É um livro bobo e jovem, mas não vejo mal nisso desde que seja divertido. Só, por favor, não venham filosofar em cima dele, que ai já é demais.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
M is for Magic
Acho que a essa altura alguém já deve ter notado que sou meio fã de Neil Gaiman. Li muito do que ele já fez por ai e esse não poderia ficar de lado tendo um título tão curioso. Mas fiquei um pouco frustrado logo na apresentação, porque essa idéia do título não é de Gaiman, mas sim um autor que nunca ouvi falar que escreveu os seguintes livros: R is for Rockets e S is for Space. Gaiman, com a permissão do autor, apenas seguiu a idéia.
A introdução também nos diz algo que não é muito agradável de saber antes da leitura, mas que vai explicar todo o livro. É um livro de contos que, segundo Gaiman, foram escritos mais como diversão do que como, hã, trabalho. Mesmo assim alguns de seus contos são muito bons. Ele faz aquela mistura do infantil com horror e fantasia/magia. Em resumo, são contos de fadas para todas as idades. Destaco dos contos Don’t Ask Jack, Troll Bridge, Chivalry e The Price. Particularmente, gostei bastante desses.
Gaiman é também um marketeiro e ele já faz a introdução de seu Graveyard Book aqui em dois ou três contos. E confesso que não fiquei muito atraído. Mas já que já comprei, o jeito é ler algum dias mais para frente. Só espero que essa moda não seja uma constante nas obras dele, ainda quero ler Fragile Things.
Pesando os contos bons e os nem tanto, M is for Magic vale a leitura num final de tarde com uma turbina em cima de você para aliviar o calor maldito deste verão.
A introdução também nos diz algo que não é muito agradável de saber antes da leitura, mas que vai explicar todo o livro. É um livro de contos que, segundo Gaiman, foram escritos mais como diversão do que como, hã, trabalho. Mesmo assim alguns de seus contos são muito bons. Ele faz aquela mistura do infantil com horror e fantasia/magia. Em resumo, são contos de fadas para todas as idades. Destaco dos contos Don’t Ask Jack, Troll Bridge, Chivalry e The Price. Particularmente, gostei bastante desses.
Gaiman é também um marketeiro e ele já faz a introdução de seu Graveyard Book aqui em dois ou três contos. E confesso que não fiquei muito atraído. Mas já que já comprei, o jeito é ler algum dias mais para frente. Só espero que essa moda não seja uma constante nas obras dele, ainda quero ler Fragile Things.
Pesando os contos bons e os nem tanto, M is for Magic vale a leitura num final de tarde com uma turbina em cima de você para aliviar o calor maldito deste verão.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Poeira
*limpando as teias*
É... parece que este lugar precisa de uma boa limpeza. Pelo menos ainda está de pé.
sábado, 5 de setembro de 2009
Mate-me Por Favor
Não, ainda não virei emo. Também nem andei considerando a idéia. Mas acabei lendo este livro que é um pequeno documentário sobre o punk. Ele é apresentado no formato de diversas entrevistas de personagens que fizeram a história do punk nos EUA. Alguns deles só passaram de leve, mas aparentemente era uma cena pequena e todo mundo se conhecia. Outra coisa que fica bem aparente é a capacidade de drogados conseguirem perder qualquer quantidade de dinheiro pelo vício.
Fora isso não há muito o que se dizer sobre o livro. São muitos punks velhos lembrando de como as coisas eram boas (mesmo que completamente fodidas) em seu tempo. Pois é, punks também envelhecem e quando isso acontece eles ficam igual a qualquer outro.
Uma coisa curiosa é que os autores/repórteres se concentram mais no punk americano e assim nos permite ver com mais facilidade a diferença do punk inglês e deles. Um é basicamente fúria adolescente, o outro é uma espécie de inconformismo com o mundo que faz você virar uma espécie de causa perdida para a sociedade. Em geral, esse preconceito era bem justificado.
No mais o texto é recheado com diversas histórias de velhos. Algumas muito boas. Outras tristes. Mas nenhuma chata. Por isso esse até pode ser um bom livro para quem se interesse pelo punk.
Fora isso não há muito o que se dizer sobre o livro. São muitos punks velhos lembrando de como as coisas eram boas (mesmo que completamente fodidas) em seu tempo. Pois é, punks também envelhecem e quando isso acontece eles ficam igual a qualquer outro.
Uma coisa curiosa é que os autores/repórteres se concentram mais no punk americano e assim nos permite ver com mais facilidade a diferença do punk inglês e deles. Um é basicamente fúria adolescente, o outro é uma espécie de inconformismo com o mundo que faz você virar uma espécie de causa perdida para a sociedade. Em geral, esse preconceito era bem justificado.
No mais o texto é recheado com diversas histórias de velhos. Algumas muito boas. Outras tristes. Mas nenhuma chata. Por isso esse até pode ser um bom livro para quem se interesse pelo punk.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Revolta e Melancolia: o Romantismo na Contramão da Modernidade
É normal que exista um certo preconceito (e não sem razão) contra livros acadêmicos. Penso que sejam um dos catalisadores do sono em bibliotecas universitárias, mas isso não vem ao caso. Este livro de Michael Löwy e Robert Sayre não é, inicialmente, muito diferente desses que merecem nosso preconceito. É bem legal e cabeça aberta quando pretende buscar o seu objeto de estudo em qualquer coisa. Neste caso, estamos falando do romantismo.
Para citar logo a parte chata, o próprio movimento e as interpretações são analisados de modo, hã, amplo. São tantas fontes citadas que por várias vezes não fazemos a menor idéia de quem está falando sobre o que por causa de alguns excessos do uso do 'apud'. Mas é engraçado que a obra vai se construindo e a análise acaba sendo bastante completa e abrangente. Se alguém realmente quiser aprender mais sobre o romantismo este é um bom lugar para ampliar os conhecimentos, mas não para iniciá-los.
Ai aparecem alguns juízos de valores que fazem nossas sobrancelhas se divertirem num sobe e desce sem fim. Os autores colocam o romantismo como um movimento que esteve sempre deslocado do tempo dos, er, capitalistas e dos industrialistas. Colocam os escritores românticos como pessoas que sempre viviam a fugir da realidade porque não se adaptavam a ela. Era mais divertido criar algo que fosse do seu gosto que viver num mundo , hã, errado.
Sendo assim, por que não considerar qualquer ficção como uma variação do romantismo? É o que acaba acontecendo. É o velho dilema do mundo dividido em dois: a situação que detém o poder econômico from hell e a revolução que é bonita, fofa e legal. Isso realmente me faz questionar sobre o que motiva um autor a escrever. Será que eles andam na rua vêem um mendigo e pensam: "ó meu Deus, tenho uma história", enquanto os carinhas da classe média continuam sendo aquela coisa eternamente sem gosto?
Mas é ai entre uma zoação e outra que paira o sentido do romantismo. É só pensar em um grupo de autores que de repente tiveram sentimentos semelhantes em relação a sua época e que com isso criaram obras brilhantes. O que o livro realmente quer dizer é que se um dia isso aconteceu, por que não de novo? Assim Löwy e Sayre saem à caça de referências contemporâneas do romantismo (com um destaque especial para a ficção científica e a fantasia). No final acaba sendo um bom livro de pesquisa (ou de curiosidades mesmo) que até nem nos faz dormir muito.
ps: outro ponto que achei divertido (e que muita gente deve achar revoltante por motivos bem diversos) foi o fato de Marx ser tachado como romântico no livro. Mas quando vejo em Marx, Hitler e Tolkien compartilhando idéias, penso que deve ter algo errado nessa classificação. Isso porque nem deu vontade de falar em George Lucas...
Para citar logo a parte chata, o próprio movimento e as interpretações são analisados de modo, hã, amplo. São tantas fontes citadas que por várias vezes não fazemos a menor idéia de quem está falando sobre o que por causa de alguns excessos do uso do 'apud'. Mas é engraçado que a obra vai se construindo e a análise acaba sendo bastante completa e abrangente. Se alguém realmente quiser aprender mais sobre o romantismo este é um bom lugar para ampliar os conhecimentos, mas não para iniciá-los.
Ai aparecem alguns juízos de valores que fazem nossas sobrancelhas se divertirem num sobe e desce sem fim. Os autores colocam o romantismo como um movimento que esteve sempre deslocado do tempo dos, er, capitalistas e dos industrialistas. Colocam os escritores românticos como pessoas que sempre viviam a fugir da realidade porque não se adaptavam a ela. Era mais divertido criar algo que fosse do seu gosto que viver num mundo , hã, errado.
Sendo assim, por que não considerar qualquer ficção como uma variação do romantismo? É o que acaba acontecendo. É o velho dilema do mundo dividido em dois: a situação que detém o poder econômico from hell e a revolução que é bonita, fofa e legal. Isso realmente me faz questionar sobre o que motiva um autor a escrever. Será que eles andam na rua vêem um mendigo e pensam: "ó meu Deus, tenho uma história", enquanto os carinhas da classe média continuam sendo aquela coisa eternamente sem gosto?
Mas é ai entre uma zoação e outra que paira o sentido do romantismo. É só pensar em um grupo de autores que de repente tiveram sentimentos semelhantes em relação a sua época e que com isso criaram obras brilhantes. O que o livro realmente quer dizer é que se um dia isso aconteceu, por que não de novo? Assim Löwy e Sayre saem à caça de referências contemporâneas do romantismo (com um destaque especial para a ficção científica e a fantasia). No final acaba sendo um bom livro de pesquisa (ou de curiosidades mesmo) que até nem nos faz dormir muito.
ps: outro ponto que achei divertido (e que muita gente deve achar revoltante por motivos bem diversos) foi o fato de Marx ser tachado como romântico no livro. Mas quando vejo em Marx, Hitler e Tolkien compartilhando idéias, penso que deve ter algo errado nessa classificação. Isso porque nem deu vontade de falar em George Lucas...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Spoiler
Nerd 1: Como melhorar Star Trek após 43 anos de série?
Nerd 2: Humn... que tal dois Spocks?
ps: a lógica das lâminas de barbear sempre funciona.
Nerd 2: Humn... que tal dois Spocks?
ps: a lógica das lâminas de barbear sempre funciona.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Harry Potter II
Acho que é bom estar de volta para terminar de vez esse assunto. Nem me sinto mais tentato a dividir os comentários por livro, como fiz com Nárnia. A história também é cada vez mais de "domínio público" por causa dos filmes e da comoção em volta do Daniel Radcliffe que nem merece muitos detalhes. Este livro de fantasia infanto-juvenil, como já disse, segue a linha do "vou ser épico", mas sinceramente deixa muito a desejar. É engraçado notar que quando o livro era desconhecido e despretensioso, ele até parece surpreendentemente legal. A partir do terceiro volume notamos que fica mais para o repetitivo mesmo e rebuscando fórmulas mais consagradas para o sucesso.
Posso estar sendo influenciado pelo fato de estar lendo muitos mangás para adolescentes ultimamente (shonens e shoujos basicamente), mas Harry Potter me parece mais próximos deles do que da, hã, literatura infanto-juvenil de fato. Geralmente fico bastante raiva dos mangás quando seus personagens adolescentes ficam com alguma frescura nipônica, por exemplo, quando acontece todo aquele choque por causa de pessoas com 18 anos namorando ou quando acham que depois do primeiro beijo é sexo na mesma hora. Bem, o Harry Potter durante sua vida mágica-estudantil me levou a sentir esse mesmo ódio. Até que comecei a notar algo: até onde estou odiando uma obra ou uma criança de 14 anos?
E aí é difícil diferenciar, pois a narrativa de J.K. Rowling é toda centrada no pequeno bruxo. Mas algumas coisas podem ser notadas. Como em todo shonen, o protagonista é envelhecido. Aquela pilha de músculos que luta perfeitamente e mata sem sem pudor tem apenas 15 anos mesmo. Harry Potter é envelhecido pelos sofrimentos que passa. Quais mesmo? Ah, tem um bruxo muito muito mau atrás dele porque ele precisaria do sangue dele (o de qualquer outra pessoa serviria, mas você sabe como são os vilões). Os tios dele também o ajudam a envelhecer ao tratá-lo de uma forma que certamente seria proibida caso fosse levada aos cinemas ou seriados no Brasil. Afinal, é proibido constrangir criancinhas, even for art's sake! E lá vou eu digredindo, mas avançando.
Nessa hora começamos a notar toda a caricatura que havia em cima dos personagens. Não é uma caricatura ruim, mas não supera as expectativas de um filme de sessão da tarde. Os velhos são covardes e burros; as crianças são corajosas e têm habilidades incríveis. Não há um simples personagem que seja atraente por ser único. A magia também é completamente overrated. Claro, todos podem fazer coisas incríveis com ela, no entanto todos podem fazer coisas incríveis com ela. Se você ouviu um encantamento, pode sair já soltando por ai. Até faz a gente se perguntar porque diabos eles precisam estudar tudo aquilo.
Ah, falando em magia, o bruxo muito muito mau que é o Voldemort seria um vilão incrível se não fosse tão patético. Se o compararmos com Sauron ou com os antagonistas de Nárnia, ele certamente esconderia o rosto de vergonha. De que adianta ser um bruxo muito muito mau e só usar uma magia? Além disso, ele parece desconhecer todos os efeitos de magias antigas salvadoras (objeto de estudo no qual ele é um "especialista"). Ele comete TODOS os erros necessários para morrer mesmo sabendo exatamente o que estava fazendo (em tese, isso seria um spoiler, mas já dá para notar que isso vai acontecer no primeiro volume mesmo). Sua derrota não chega nem a ser um mérito para os vencedores. Nem se compara a toda a tarefa colossal que foi derrotar Sauron e sobreviver para contar a história.
Considerando que é uma obra em volumes, a autora comete um erro meio chato no decorrer dos livros. Todos os livros são recheados de repetições. Parecem verdadeiras recapitulações clássicas dos animes japoneses. Como são sete livros, a coisa realmente vai se acumulando ao tédio. A vontade (muitas vezes praticada) é de saltar os parágrafos de repetições mesmo.
Enfim, Harry Potter é algo que começa legal e vai se perdendo com o tempo. Acho que isso deve acontecer constantemente com quem se arrisca a fazer épicos. Por sorte, eles não costumam virar best-sellers mundialmente amados (o que deve ser inocência minha, pois de cara já lembro das Brumas de Avalon e de muitos outros romances para quem gosta de rpgs medievais). Até há um mérito ou outro que poderia ser valorizado no livro, mas prefiro deixar quieto. Depois alguém pensa que realmente vale a pena ler sete livros e algumas poucas milhares de páginas. Sinto que Senhor dos Anéis e Nárnia não deixam muito espaço no coração para fantasias épicas bonitinhas, mas ordinárias.
Posso estar sendo influenciado pelo fato de estar lendo muitos mangás para adolescentes ultimamente (shonens e shoujos basicamente), mas Harry Potter me parece mais próximos deles do que da, hã, literatura infanto-juvenil de fato. Geralmente fico bastante raiva dos mangás quando seus personagens adolescentes ficam com alguma frescura nipônica, por exemplo, quando acontece todo aquele choque por causa de pessoas com 18 anos namorando ou quando acham que depois do primeiro beijo é sexo na mesma hora. Bem, o Harry Potter durante sua vida mágica-estudantil me levou a sentir esse mesmo ódio. Até que comecei a notar algo: até onde estou odiando uma obra ou uma criança de 14 anos?
E aí é difícil diferenciar, pois a narrativa de J.K. Rowling é toda centrada no pequeno bruxo. Mas algumas coisas podem ser notadas. Como em todo shonen, o protagonista é envelhecido. Aquela pilha de músculos que luta perfeitamente e mata sem sem pudor tem apenas 15 anos mesmo. Harry Potter é envelhecido pelos sofrimentos que passa. Quais mesmo? Ah, tem um bruxo muito muito mau atrás dele porque ele precisaria do sangue dele (o de qualquer outra pessoa serviria, mas você sabe como são os vilões). Os tios dele também o ajudam a envelhecer ao tratá-lo de uma forma que certamente seria proibida caso fosse levada aos cinemas ou seriados no Brasil. Afinal, é proibido constrangir criancinhas, even for art's sake! E lá vou eu digredindo, mas avançando.
Nessa hora começamos a notar toda a caricatura que havia em cima dos personagens. Não é uma caricatura ruim, mas não supera as expectativas de um filme de sessão da tarde. Os velhos são covardes e burros; as crianças são corajosas e têm habilidades incríveis. Não há um simples personagem que seja atraente por ser único. A magia também é completamente overrated. Claro, todos podem fazer coisas incríveis com ela, no entanto todos podem fazer coisas incríveis com ela. Se você ouviu um encantamento, pode sair já soltando por ai. Até faz a gente se perguntar porque diabos eles precisam estudar tudo aquilo.
Ah, falando em magia, o bruxo muito muito mau que é o Voldemort seria um vilão incrível se não fosse tão patético. Se o compararmos com Sauron ou com os antagonistas de Nárnia, ele certamente esconderia o rosto de vergonha. De que adianta ser um bruxo muito muito mau e só usar uma magia? Além disso, ele parece desconhecer todos os efeitos de magias antigas salvadoras (objeto de estudo no qual ele é um "especialista"). Ele comete TODOS os erros necessários para morrer mesmo sabendo exatamente o que estava fazendo (em tese, isso seria um spoiler, mas já dá para notar que isso vai acontecer no primeiro volume mesmo). Sua derrota não chega nem a ser um mérito para os vencedores. Nem se compara a toda a tarefa colossal que foi derrotar Sauron e sobreviver para contar a história.
Considerando que é uma obra em volumes, a autora comete um erro meio chato no decorrer dos livros. Todos os livros são recheados de repetições. Parecem verdadeiras recapitulações clássicas dos animes japoneses. Como são sete livros, a coisa realmente vai se acumulando ao tédio. A vontade (muitas vezes praticada) é de saltar os parágrafos de repetições mesmo.
Enfim, Harry Potter é algo que começa legal e vai se perdendo com o tempo. Acho que isso deve acontecer constantemente com quem se arrisca a fazer épicos. Por sorte, eles não costumam virar best-sellers mundialmente amados (o que deve ser inocência minha, pois de cara já lembro das Brumas de Avalon e de muitos outros romances para quem gosta de rpgs medievais). Até há um mérito ou outro que poderia ser valorizado no livro, mas prefiro deixar quieto. Depois alguém pensa que realmente vale a pena ler sete livros e algumas poucas milhares de páginas. Sinto que Senhor dos Anéis e Nárnia não deixam muito espaço no coração para fantasias épicas bonitinhas, mas ordinárias.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Dúvida da Semana
Você passaria o resto de sua vida com uma pessoa incapaz de entender uma metáfora e que só fala por meio de insinuações?
domingo, 7 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
De bobeira
No dia que eu não me importar com mais nada nesta vida, juro que deixo crescer um bigode.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Harry Potter
Acho que peguei o hábito de ler obras com vários volumes. Essa daqui tem logo sete, mas nem parece assustadoramente grande. Afinal, os primeiros volumes são pequenos e isso ajuda a compensar os gigantes que estão lá no final. Vou dar uma de chato e pensar que isso é uma estratégia comercial. Primeiro você atrai e depois empurra algo sem sal goela abaixo. Pior que eu quase não passava da primeira página. Traduzir nomes é uma prática nefasta que deveria ser abolida de todas as traduções. Ver Dudley ser transformado em Duda logo de cara quase me fez jogar tudo para o alto (também há a transformação de James em Tiago. O que diabos as pessoas têm contra James?). Mas resisti a tentação e até agora nem posso reclamar muito porque só li os dois primeiros e já decidi comentá-los:
.....
HP e a Pedra Filosofal
Quem já leu mangá ou já viu anime talvez reconheça um pouco desse plot. Imagine um menino que ficou órfão porque seus pais morreram para salvar-lhe do grande bruxo do mais mal. Agora imagine que esse menino cresceu com parentes que o odiavam por ser, hã, diferente. Até que um belo dia ele descobre que tem poderes mágicos e que pode estudar na melhor escola de magia do mundo.
A partir daí a história fica bem comum para quem já assistiu Goonies (ou sessão da tarde mesmo - acho que tenho algum trauma com sessão da tarde - com todas aquelas criancinhas fazendo feitos milagrosos). Na escolinha, eles descobrem uma conspiração para roubar a Pedra Filosofal, artefato que poderia reviver o bruxo mais mal supracitado.
O que dá para notar neste primeiro volume é que a JK Rowling estava mais querendo introduzir seu cenário mágico. Vemos a escola de Hogwarts ser descrita nos seus mais inúteis detalhes. As mesas, o jantar, os quadros, citações históricas irreais e até algumas aulas com a citação desnecessária dos autores dos livros utilizados. Tudo parece em excesso aqui. Até a minha crítica, pois essas miudezas realmente ajudam a ver aquilo tudo na escola como mágico.
Como o livro é bem sintético e simples, ele acaba sendo bom. Tipo, bom mesmo. Divertido, com um mistério infantil e recheado de magia. No final ainda acontece uma daquelas sucessões de desafios seguindo aquele modelo (muito comum nos japoneses): você vai perdendo um aliado para cada desafio, até só restar o herói e o vilão. Ah, sem esquecer da reviravolta final. Uma coleção de clichés legais.
.....
HP e a Câmara Secreta
Aqui já sabemos que o bruxão mais mal de todos ainda vive, mas está fraco e é deixado como figurante. Então podemos deixá-lo de lado e nos concentrarmos no grande mistério da Câmara Secreta. Nome bem sugestivo para o título de um livro. Pode-se dizer o que vai acontecer com um pouco de imaginação.
Com um mistério fraco, só resta a magia. O problema é que os jovens magos ainda são extremamente limitados, então não há muito a ser feito. Pelo menos o livro é pequeno e passa rápido. No entanto, podemos sentir que alguma coisa está se montando. O cenário, inicialmente repetitivo, agora abre espaço para a comunidade bruxa de fora da escola. Esses bruxos, apesar de terem estudado 7 anos naquela escola, saíram sem aprender nada de útil.
Novamente, encontramos um bruxo com a incrível experiência de dois anos de bruxidade para resolver tudo. Isso já nos mostra uma certa incompetência dos bruxos mais velhos que deve afetar a história num ponto posterior.
Apesar de tudo, o estilo da autora se mantém rápido e de fácil leitura. Também começamos a achar os personagens mais simpáticos apesar de toda a caricatura em cima deles. Com sorte, a coisa talvez até melhore. Mas desconfio que não, porque os sete livros devem fazer alguma grande saga que até agora não faz o menos sentido. O ideal e continuar a leitura sem preconceitos, mas, infelizmente, os livros começam a engrossar a partir de agora. Se bem que até então tem sido divertido.
ps: outra coisa que me incomodou profundamente no cenário de HP é o fato deles chamarem as pessoas normais de trouxas e de as considerarem completamente indefesas. O que já deu para notar é que por mais forte que seja um mago, ele ainda morre com um simples tiro. Isso joga por terra essa inofensividade dos trouxas. Até agora os bruxos não mostraram para quê vieram.
pps: e lá vou eu arranjando outra desculpa para atrasar meu projeto...
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HP e a Pedra Filosofal
Quem já leu mangá ou já viu anime talvez reconheça um pouco desse plot. Imagine um menino que ficou órfão porque seus pais morreram para salvar-lhe do grande bruxo do mais mal. Agora imagine que esse menino cresceu com parentes que o odiavam por ser, hã, diferente. Até que um belo dia ele descobre que tem poderes mágicos e que pode estudar na melhor escola de magia do mundo.
A partir daí a história fica bem comum para quem já assistiu Goonies (ou sessão da tarde mesmo - acho que tenho algum trauma com sessão da tarde - com todas aquelas criancinhas fazendo feitos milagrosos). Na escolinha, eles descobrem uma conspiração para roubar a Pedra Filosofal, artefato que poderia reviver o bruxo mais mal supracitado.
O que dá para notar neste primeiro volume é que a JK Rowling estava mais querendo introduzir seu cenário mágico. Vemos a escola de Hogwarts ser descrita nos seus mais inúteis detalhes. As mesas, o jantar, os quadros, citações históricas irreais e até algumas aulas com a citação desnecessária dos autores dos livros utilizados. Tudo parece em excesso aqui. Até a minha crítica, pois essas miudezas realmente ajudam a ver aquilo tudo na escola como mágico.
Como o livro é bem sintético e simples, ele acaba sendo bom. Tipo, bom mesmo. Divertido, com um mistério infantil e recheado de magia. No final ainda acontece uma daquelas sucessões de desafios seguindo aquele modelo (muito comum nos japoneses): você vai perdendo um aliado para cada desafio, até só restar o herói e o vilão. Ah, sem esquecer da reviravolta final. Uma coleção de clichés legais.
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HP e a Câmara Secreta
Aqui já sabemos que o bruxão mais mal de todos ainda vive, mas está fraco e é deixado como figurante. Então podemos deixá-lo de lado e nos concentrarmos no grande mistério da Câmara Secreta. Nome bem sugestivo para o título de um livro. Pode-se dizer o que vai acontecer com um pouco de imaginação.
Com um mistério fraco, só resta a magia. O problema é que os jovens magos ainda são extremamente limitados, então não há muito a ser feito. Pelo menos o livro é pequeno e passa rápido. No entanto, podemos sentir que alguma coisa está se montando. O cenário, inicialmente repetitivo, agora abre espaço para a comunidade bruxa de fora da escola. Esses bruxos, apesar de terem estudado 7 anos naquela escola, saíram sem aprender nada de útil.
Novamente, encontramos um bruxo com a incrível experiência de dois anos de bruxidade para resolver tudo. Isso já nos mostra uma certa incompetência dos bruxos mais velhos que deve afetar a história num ponto posterior.
Apesar de tudo, o estilo da autora se mantém rápido e de fácil leitura. Também começamos a achar os personagens mais simpáticos apesar de toda a caricatura em cima deles. Com sorte, a coisa talvez até melhore. Mas desconfio que não, porque os sete livros devem fazer alguma grande saga que até agora não faz o menos sentido. O ideal e continuar a leitura sem preconceitos, mas, infelizmente, os livros começam a engrossar a partir de agora. Se bem que até então tem sido divertido.
ps: outra coisa que me incomodou profundamente no cenário de HP é o fato deles chamarem as pessoas normais de trouxas e de as considerarem completamente indefesas. O que já deu para notar é que por mais forte que seja um mago, ele ainda morre com um simples tiro. Isso joga por terra essa inofensividade dos trouxas. Até agora os bruxos não mostraram para quê vieram.
pps: e lá vou eu arranjando outra desculpa para atrasar meu projeto...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Libertadores
E como penaltis é loteria, o Sport acaba deixando a Libertadores. Acho que agora não há mais desculpas para não terminar minha monografia.
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Something Stupid
- Por que estamos terminando?
- Porque você me ama.
Ok, depois dessa desisto de entender a raça humana (pelo menos a parte feminina dela). Mas, ops, isso já foi dito antes:
- Porque você me ama.
Ok, depois dessa desisto de entender a raça humana (pelo menos a parte feminina dela). Mas, ops, isso já foi dito antes:
segunda-feira, 20 de abril de 2009
De bobeira
Estudar num centro de artes e comunicação nos mostra que ocasionalmente acontecem algumas coisas estranhas por conta da parte arte do centro. O curioso disso é que algumas vezes essa parte pode até ser legal. Semana passada pude ouvir uma apresentação de uma banda de garotos espinhentos que acham o máximo ser estranho (esse tipo de apresentação acontece com uma certa regularidade na frente da entrada do centro, mas eu estava até esquecido que isso existia). Espiei com desprezo quando vi começarem a montar o equipamento. Esperava muito barulho e alguma gritaria sem sentido.
Engraçado. Pude ouvir exatamente isso. Barulho e gritaria sem sentido. Mas não é que os espinhentos eram bons mesmo. Isso na parte acústica. Tocavam bem e até dava pra sentir um estilo naquilo que tocavam. Isso realmente me surpreendeu e me deixou feliz por estar errado. A alegria durou até o vocalista abrir a boca. Não consegui entender uma só palavra do que ele dizia. Note-se que isso vale tanto para os momentos de música quanto para os momentos onde ele deveria estar anunciando a próxima música. Era um horror.
No entanto, essa coisa de ouvir um som legal com uma voz horrorosa me fez notar o que eu mais odeio no rock nacional: a voz dos "cantores". Ouvir rock (e uso aqui o termo para resumir todas as suas variações) nacional sempre me deixou meio constragido. Sempre pensei que fosse culpa de arranjos ou de algumas letras bizarras. O real motivo era muito mais audível. Talvez isso seja culpa de uma cultura estranha de permitir que qualquer pessoa cante desde que seja com emoção, ou sei lá o que. A quantidade de exemplos desafinados ou sem voz boa mesmo fica bem absurda se formos considerar a indústria musical brasileira.
E nem tenho vontade de seguir reclamando. Penso que a nova geração de bandas tem muito o que melhorar nesse sentido, mas pelo menos já estão tocando bem.
Engraçado. Pude ouvir exatamente isso. Barulho e gritaria sem sentido. Mas não é que os espinhentos eram bons mesmo. Isso na parte acústica. Tocavam bem e até dava pra sentir um estilo naquilo que tocavam. Isso realmente me surpreendeu e me deixou feliz por estar errado. A alegria durou até o vocalista abrir a boca. Não consegui entender uma só palavra do que ele dizia. Note-se que isso vale tanto para os momentos de música quanto para os momentos onde ele deveria estar anunciando a próxima música. Era um horror.
No entanto, essa coisa de ouvir um som legal com uma voz horrorosa me fez notar o que eu mais odeio no rock nacional: a voz dos "cantores". Ouvir rock (e uso aqui o termo para resumir todas as suas variações) nacional sempre me deixou meio constragido. Sempre pensei que fosse culpa de arranjos ou de algumas letras bizarras. O real motivo era muito mais audível. Talvez isso seja culpa de uma cultura estranha de permitir que qualquer pessoa cante desde que seja com emoção, ou sei lá o que. A quantidade de exemplos desafinados ou sem voz boa mesmo fica bem absurda se formos considerar a indústria musical brasileira.
E nem tenho vontade de seguir reclamando. Penso que a nova geração de bandas tem muito o que melhorar nesse sentido, mas pelo menos já estão tocando bem.
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